Quinze de maio dia da família. “Designa-se por família o conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco ou não entre si e vivem na mesma casa formando um lar. Uma família tradicional é normalmente formada pelo pai e mãe, unidos por matrimônio ou união de fato, e por um ou mais filhos, compondo uma família nuclear ou elementar.
Na cultura ocidental, uma família é definida especificamente como um grupo de pessoas de mesmo sangue, ou unidas legalmente (como no casamento e na adoção). Alguns destes regulamentos envolvem: a exogamia (Casamento entre estrangeiros: japonês e brasileiro por exemplo), a endogamia (Casamento entre indivíduos aparentados), o incesto (união carnal entre membros consanguíneos muito próximos), a monogamia (indivíduos com só um parceiro), a poligamia (um homem com diversas parceiras), e a poliandria (uma mulher com diversos homens).
A família ampliada ou extensa (também dita consanguínea) é uma estrutura mais ampla, que consiste na família nuclear, mais os parentes directos ou colaterais, existindo uma extensão das relações entre pais e filhos para avós, pais e netos.
Existem também famílias com uma estrutura de pais únicos ou monoparental, tratando-se de uma variação da estrutura nuclear tradicional devido a fenómenos sociais, como o divórcio, óbito, abandono de lar, ilegitimidade ou adopção de crianças por uma só pessoa.
Para além destas estruturas, existem também as por vezes denominadas de Famílias Alternativas, estando entre estas as famílias comunitárias e as famílias Arco-íris, as constituídas por pessoas LGBT - lésbicas, gays, bissexuais ou transgéneros - e os seus filhos.”(Fonte: Wikipédia.com.br)
Mas o que é mundiça? Pesquisei encontrei mais de um significado, pode ser corruptela de Imundície (sujeira,lixo,piolhos); pessoas sem modos, sem educação. (Fonte: yahoo.com.br).
Meu amigo Tonho Neguinho, sabe exatamente a diferença. Quer ver? Já faz algum tempo, foi a capital alagoana com Creusa sua digníssima esposa, e a prole, seus seis filhos. Os meninos que tem os nomes indo e voltando: Antonio Marcos, Marcos Antonio, Antonio José, José Antonio, Antonio Carlos, Carlos Antonio. Deu meio-dia, se reuniram pra matar a fome no “Restaurante do Trabalhador” na Levada, ao lado do CEASA.
Antigamente ali se comia, tendo além do paladar, todos os demais sentidos aguçados: o visual, a famosa “feira do rato” e a passagem do trem Rio Largo-Satuba-Fernão Velho; o olfato: o fedor de bosta dos esgotos a céu aberto; o tato: tinha que comer apalpando a carteira no bolso pra não ser roubado e a audição, os gritos do “Galego do Veneno” alternados por um brega de Valdick Soriano e Adelino Nascimento. Pra ajudar a empurrar a gororoba pra dentro, Tonho solicitou:
-Garçon! Uma Coca-cola!
-Família?
-Não, mundiça!
15.05.2013 No blog fabiosoarescampos.blogspot.com Conto inédito “Mortus Tu Mortis”
A razão de nossa existência, literalmente, são elas, as mães. Poetas, cantores, compositores, escritores, atores, toda classe artística, e mesmo a frieza da cientificidade já declamaram em prosa e verso, o que sentem e acham delas. Muito embora, por mais que digamos palavras ternas e a elas dediquemos gestos fraternos, jamais conseguiremos externar realmente seu verdadeiro valor. Ainda que não se encontrem mais nesse plano terreno, representam tudo em nossa vida.
Em espanhol é Madre; em latim é Mater; em inglês é Mother, carinhosamente mommy; em baianês é mãinha! Em francês Mère; em Italiano Mamma.
Tudo no mundo parece ter nascido de uma mãe: a unidade da vida a célula, tem mãe: célula máter; nave espacial tem mãe: nave-mãe; mãe-pátria é nossa terra natal; Até posição sexual tem mãe: “Papai-mamãe”. menino pentelho é “filho da mãe!” Deus escolheu Maria Santíssima para sua mãe. Só satanás é “filho de chocadeira”,não tem mãe.
Quando um ambiente está muito cheio, sempre haverá alguém pra dizer que:
“É como coração de mãe, ainda cabe mais um!”
Até então já ouvira falar em “Casa de Mãe Joana” (lugar onde todos mandam), achei aqui na internet, vários termos novos: “cú-de-mãe-joana”: negócio onde todos interferem; mãe Benta é uma iguaria, um bolo; mãe d’água é Iara a sereia dos rios; mãe da lua: ave notívaga (família das Nyctibiidae) que emite um canto semelhante a uma gargalhada. Em 2003 compus esta poesia sobre mães que estará no meu livro inédito, “Poesia Não Enche Barriga...Enche o Coração”
“OS VÁRIOS TIPOS DE MÃES
A Gente só veio ao mundo
Porque teve alguém que ganhe
Te acompanha a vida inteira
Não vive de brincadeira
Estou falando da MÃE
Existe a MÃE FUSQUINHA
Sofre pra subir ladeira
É bem usada e velhinha
E apesar de acabadinha
É útil a família inteira
MÃE CHEQUE ESPECIAL
Ela é sempre da vez
Se o filho está apertado
Ela está ali do lado
Sempre no final do mês
Existe a MÃE CELULAR
Ta na linha e tem cartão
A gente sempre precisa
Mas ela nunca se liga
Mesmo estando sempre a mão
Veja só a MÃE MOCHILA
Enche o filho de defeitos
Nele achou hospedagem
Que só leva nas viagens
Porque não tem outro jeito
Conheça a MÃE BACALHAU
É dura seca e de Manta
Vinho gosta de beber
E só vai aparecer
Durante a semana Santa
A MÃE DOLLY é egoísta
Resolve só as paradas
Diz ao filho que é capaz
E a respeito do seu pai
Não precisa para nada
Veja a MÃE PAPAI NOEL
Na família ta no meio
Vem visitar no Natal
Fica até o Carnaval
Te deixa de “saco” cheio
A MÃE CHINELO DE DEDO
Anda de fitas na testa
É brega e pensa que arrasa
Só presta dentro de casa
Ninguém leva pra uma festa
Tem a MÃE PISTA BR
É um tipo de amargar
Sempre cheia de defeitos
Pra o filho ela tem jeito
Acha que vai melhorar
MÃE POLÍCIA FEDERAL
Trabalha toda fardada
Ama os filhos de qualquer jeito
Aceita os seus defeitos
Só não quer ser enganada
Veja a MÃE MATEMÁTICA
Sua vida e um dilema
Os filhos sempre aprontando
Ela sempre Calculando
Como resolver os problemas
MÃE BANHEIRO DE AVIÃO
É muito requisitada
Bem na hora da verdade
De grande necessidade
Ela está sempre apertada
MÃE MORRO DA MANGUEIRA
É pobre e só quer um gozo
Que o filho faça carreira
E quer de qualquer maneira
Ver seu filho bem famoso
MÃE MADRE TEREZA DE CALCUTÁ
Seus filhos é a humanidade
Pedido pra é ela é desejo
Se contenta com um beijo
Vive só de Caridade
A do tipo MÃE GUARDA-SOL
Do filho cobre as verdades
Sempre cai numa gandaia
Os filhos só leva a praia
Se houver necessidade
MÃE TORCIDA DO CORINTHIANS
Os filhos aprontam bordel
Se falam deles não aguenta
Se torna tão violenta
Pra os filhos é da FIEL!
É por isso meu amigo
Que todo mundo tem Mãe
Tem MÃE-TERRA o arrebol
A MÃE PÁTRIA a terra sua
E se existe a MÃE DA LUA
Deve ser a MÃE DO SOL
Se tem MÃE de um sofredor
É a do juiz de Futebol
No “Gantuá”
MÃE MENININHA
MÃE DE LEITE
MÃE MUCAMA
MÃE-NENÉN
no parto a beira da cama
Baiano chama MÃINHA !
O Bicho que não tem MÃE
SÓ pode ser Satanás
Invejando a nós viventes
Vive atentando a gente
Quer botar é nós pra trás
A MÃE CHEIA DE GRAÇA
Está com você AGORA
Ela é NOSSA SENHORA
Por Ela o Mal não passa
É sua Mãe e é Minha
Mãe de Deus!Ó Salvadora!
Sede nossa Protetora
Protejei-nos MÃE RAINHA!
Fabio Campos 12.05.2013 Breve no fabiosoarescampos.blogspot.com o Conto: “Mortus tu Mortis”
Elas não são o facebook, mas é a praga do momento. Tal qual aquela rede social estão em toda parte, tirando-nos do sério: “A mosca-doméstica (Musca domestica) é um dos insectos mais comuns e um membro do grupo das moscas (ordem Diptera). A mosca pode pousar em comida, contaminando-a de bactérias, e tem sido durante os tempos, responsável por inúmeras propagações de doenças. (Fonte: Wikipédia.com.br).
“Qual a capacidade reprodutiva da mosca doméstica? A fêmea vive em torno de 30 dias e nesse período chega a pôr em média 700 ovos. Um único casal pode gerar até 125.000 descendentes em 4 semanas. A mosca doméstica em países tropicais pode produzir até 30 gerações. Como controlar a infestação de moscas domésticas? O correto controle das moscas domésticas deve compreender, um bom manejo do esterco e do lixo, Deve-se adotar um produto com ação larvicida dessa forma conseguirá interromper o ciclo da mosca obtendo um controle adequado.”(Fonte: milkpoint.com.br).
Eu não sei quem foi que inventou que um saco plástico transparente cheio d’água espanta moscas, mas acredite, tem site que explica como isso funciona:
“Por que moscas e sacos de água não se dão bem? Como o método espanta moscas? Alguns insistem em que as moscas percebem o líquido transparente como a superfície de um corpo aquático. Outros alegam que os insetos fogem ao ver seu reflexo ampliado. Mas a explicação mais popular entre entomologistas e empresários que adoram obter patentes é simples: refração da luz.
Moscas contam com um conjunto de olhos imensamente sensíveis que permitem que vejam simultaneamente em múltiplas direções. A cabeça do inseto consiste principalmente de um par de grandes olhos complexos, cada um dos quais composto por entre três mil e seis mil olhos simples. Esses olhos não se mexem e não podem tomar um objeto como foco, ao modo dos olhos humanos, mas oferecem à mosca uma visão mosaica do mundo ao seu redor. Cada olho simples oferece uma pequena peça do quebra-cabeça, da mesma forma que uma tela exibe uma imagem na forma de inúmeros pontos, ou pixels. Alguns entomologistas acreditam que quando esses olhos complexos e sensíveis experimentam luz refratada, o inseto se confunde e foge.”(Fonte: ciência.uol.com.br)
Eu só sei que moscas, além do perigo de causar doenças, tiram o apetite de qualquer um. Zé Lezin (o humorista Nairon Barreto) virá a Santana do Ipanema (26 de maio no Ginásio de Esporte). Será que vai contar aquela da velhinha sem-vergonha? Ela foi num consultório médico e o doutor solicitou:
-A senhora, por favor, tire a roupa e deite naquela maca.
-Oxente Doutor! E essa cama aguenta nós dois?
-A senhora ainda tem apetite?
-Tá meio “murchinho” mas ainda dá pro gasto, né doutor!
Fabio Campos 08.05.2013. No fabiosoarescampos.blogspot.com o Conto: “O Profeta”
“Nordestino é agredido por sete Neonazistas em Niterói no Rio de Janeiro A Polícia Civil deteve, na manhã deste sábado, seis homens e uma mulher neonazistas acusados de agredir um homem de origem nordestina na cidade. Armados de facas, soco inglês e bastão, o grupo desferiu golpes contra a vítima, que não ficou ferida com gravidade.
Levados para a 77ªDP (Icaraí), os agressores foram denunciados por lesão corporal e tentativa de homicídio. Segundo a Polícia Civil, eles tinham tatuagens de suásticas e vestiam camisetas com referências ao nazismo.” (Fonte: santanaoxente.com.br).
Ao ler uma reportagem como essa, vem-nos uma angústia, uma imensa sensação de impotência, de descrédito, de decepção com relação a nós mesmos que nos classificamos como seres humanos. A princípio dotados de racionalidade. E o que vemos, tantas notícias de selvageria de pessoas, ditas humanas, agindo contra seus semelhantes.
Agimos em nome do que? Impunidade? Imediatismo? Ideologia dominante? Drogas? Consumismo? Descrédito em tudo? Falta de Deus? Afinal, em que acreditamos? Se você tivesse a oportunidade de ser entrevistado por um alienígena, e ele quizesse saber: que símbolo eu posso levar para representar vocês humanos?
Ao longo da história da humanidade tantas e tantas ideologias, ascenderam e caíram. Cada povo, mundo a fora, utilizaria símbolos para se fazerem representar. Um par de folhas de louro o império romano; O sol os Maias e Incas (e os Argentinos!). O crucifixo no cristianismo; a cruz suástica no Nazismo; a cruz de Caravaca; a Rosa Cruz; a Maçonaria e os instrumentos do pedreiro; a foice e o martelo, o comunismo etc.
Governos e governantes também adotariam seus signos para representar seus domínios: A águia dos americanos; o galo Portugal e França; Canadá a folha do plátano; dos povos asiáticos o tigre, da áfrica o elefante; na Oceania o canguru. Aportando aqui no Brasil o que vamos ter como símbolo: Valter Disney achou que fosse o papagaio, criou o personagem Zé Carioca; os militares pegaram os “Tucanos” para nos representar. Refiro-me a aeronaves e não ao partido político.
Símbolos dominantes estão aos montes fazendo parte de nosso cotidiano. O “f” do facebook. O “o” do Orkut, o “g” do Google, o “passarinho” do twiter, aonde vemos apenas a letra identificamos o que representa. O que representa o atual governo do estado é um monte de “neguinho” com os braços levantados. Por que será que estão com os braços levantados? Os clubes de futebol além dos hinos que são expressões de massificação e domínio, também possuem seus escudos (símbolos) e mascotes: Flamengo um urubu; Corinthians uma gavião etc.
Já que chegamos até aqui, vamos encerrar com uma piada sobre essa comoção nacional, que em breve, fará com que seguemos pros nossos problemas, e os olhos do mundo, se voltem para nós.
Dois torcedores um paulistano e um corinthiano, antes de irem pro estádio ver um clássico de seus clubes jogar, resolvem entrar numa igreja, justo na hora que o padre inicia a leitura:
- Corintios 3, felipenses 5.
O paulistano comenta:
-Pôxa, cara! Até aqui teu time tá perdendo!
Fabio Campos 30.04.2013 No Blog fabiosoarescampos.blogspot.com Conto inédito: “Viola Tricolor”
Procurei, sem lograr êxito, um web sítio, site, blog que me fornecesse as diversas denominações, criadas pela literatura popular, pro termo homossexual masculino. Tudo por conta de mais uma mensagem de E-mail, recebida do meu amigo João do Mato, que me inspirou a produzir este texto. Pois então: vamos à origem de alguns significados.
“A palavra “baitola” surgiu no Ceará, nas primeiras décadas do século 20. Por volta de 1913, chegou ao Nordeste do Brasil a Companhia Ferroviária inglesa “Great Western”. E com ela um inglês chamado Francis Reginald Hull, (pronuncia-se ráu), Mr. Hull que era homossexual assumido, fora designado superintendente daquela rede ferroviária. Para referir-se a bitola, que no meio ferroviário, significa a distância entre dois trilhos, ele pronunciava em inglês: Baitola. Os trabalhadores que não gostavam do modo como o chefe os tratavam, ao vê-lo aproximar-se diziam: “Lá vem o Baitola!” A partir daí passou-se a associar a palavra baitola a homossexual masculino.” (Fonte: Mensagem do amigo João do Mato)
“De onde vem o termo Viado? “Meu caro amigo, é um velho (*termo) pejorativo relacionado aos homossexuais que ainda perdura-se nos dias atuais. Vem desde os anos 60 e 70 tendo-se em vista que o conhecimento em educação sexual, era limitado a um grupo seleto de pessoas, a mesma surge advinda da palavra “transviado”. Estaria relacionada à juventude transviada (época de John Travolta, vespas, roupas de couro, cigarro apagado na boca, embaladas por músicas dos anos 60 - Biquini amarelinho de bolinhas). Daí aqueles que obtinham tendência para gay, ou eram homo foram considerados TRANSVIADO” (*sofrendo posteriormente uma abreviação para: viado) – “Yahoo.com.br “Querubim” *Intervenções do cronista.
"Por que chamam os homossexuais de viado ou sapatão? A relação das expressões populares “veado” (ou “viado” como se costuma falar) “Sapatão” Segundo o etmologista Reinaldo Pimenta no livro “Casa da Mãe Joana”, o termo surgiu na década de 1970. Naquela época, as mulheres com opção sexual alternativa tinham predileção por usar um tipo de calçado mais caracteristicamente masculino. Já o termo “veado” é uma associação ao perfil do animal – magro, esguio e lépido – com o dos homens afeminados, ou talvez tenha origem em um “causo” carioca. Dizem que nos anos vinte, um comissário foi incumbido de prender os homossexuais que circulavam pelas imediações da Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro. Ele fracassou, e para explicar a falha, disse que quando seus homens se aproximavam, os delicados alvos fugiam correndo como veados.” (Fonte: monteolimpo.blospot.com)
Zé Lezin (personagem do humorista Nairon Barreto) num de seus trabalhos conta que um matuto foi perguntar ao padre:
-Seu “páde”! Tem “páde” fresco?
-Tem! Tu e teu pai: É um par de fresco!
P.S.: A propósito meu caro! “Paneleiro” em Portugal, é viado.
Fabio Campos 23.04.2013 No fabiosoarescampos.blogspot.com Breve, Conto inédito: “O Pacto MMX d.C.”
A Prefeitura Municipal de Santana do Ipanema realizou no último domingo, 07 de abril, o maior concurso público de sua história. Falou-se em 15 mil inscritos, para menos de dez cento disso em vagas ofertadas. Isso significa dizer, ou se vai para um concurso desse preparado, ou faz-se apenas para adquirir experiência.
Mas ninguém, claro, vai passar a vida inteira fazendo concursos apenas pra adquirir experiências. Aqueles que se inscrevem almejam ocupar uma das vagas. Já colocamos noutras crônicas alguns procedimentos básicos de um bom candidato em concurso público. Não seremos repetitivos, até porque o concurso já passou. Na véspera do dito concurso, uma vizinha minha perguntou-me:
-Professor, é verdade que o concurso foi anulado?
-Até onde eu sei, não. Na verdade, minha cara! Essa é a primeira etapa!
De fato, o disse-me-disse, a fofoca “rola” solta em véspera de concurso. Alguns dos concorrentes se encarregam de espalhar, nas esquinas, ou nas redes sociais, via internet, que o concurso foi anulado, justo com a intenção de que parte da concorrência desista. Os concursos públicos, de hoje em dia, são vencidos, não apenas durante a aplicação da prova. É que agora, para você pensar em figurar no topo duma lista de concursado, deve levar em consideração alguns pontos básicos: O “Antes” e o “Depois” da prova:
O “Antes”: Estudar, estudar e estudar;
O “Depois”: Prova de títulos: o maior número de cursos, capacitações, certificados e diplomas na área que se pretende ocupar; Experiência comprovada (exercício pleno da função) na área; idade, quantidade filhos, estado civil. Todos esses e outros itens, em muitos casos serão levados em consideração na hora de decidir as vagas e mesmo em caso de empate na classificação por pontos.
Sou concorrente de concursos à muito tempo. Sou do tempo dos Testes Psicotécnicos e da Prova de Datilografia. Eram etapas eliminatórias. Hoje o bicho papão dos candidatos, em especial nos concursos vestibulares, é a redação! Ou seja, escrever, dissertar a partir de um tema, para alguns, é algo terrível! Para estes, literalmente, faltam palavras para se expressar. Isso é esvaziamento linguístico. Com o advento da internet, o aumento das populações e a necessidade de diversificar os relacionamentos sociais, novas modalidades de prova surgiram: Domínio das Tecnologias (computação) e Nível de Q.E. (Quociente Emocional) que avalia a que nível anda nossa capacidade de convívio social. Tem até uma piada sobre isso:
-Agora é Q.E. é? Pois antes o que interessava era o Q.I. “Quem Indica!”
A preparação para um concurso pode ser uma coisa prazerosa ou dolorida. Depende do ponto de vista de quem vê. Nós aprendemos pelo amor ou pela dor. Quer ver se não é?
Um diretor de escola cansado de ver as alunas mancharem o espelho do banheiro feminino com “beijos” de batom, reclamou na sala de aula, nenhum efeito surtiu. Então ele levou a turma até os banheiros e chamou a serviçal encarregada da “limpeza”.
-Por favor! Mostre as essas meninas que dá muito trabalho limpar esses espelhos...
A serviçal meteu o pano dentro do vaso sanitário e removeu com ele as machas de batom.
Resultado: Deste dia em diante não mais tiveram problemas de manchas de batom no espelho.
Fabio Campos 17.04.2013 No blog fabiosoarescampos.blogspot.com Conto inédito: Paranóia Caleidoscópica”
“Uma guerra judicial está sendo travada para decidir quem tem o direito de usar a marca Os Leleke's e a música que se tornou um viral na web, Passinho do Volante. A queda de braço é entre a Furacão 2000 Produções Artísticas e a Lek Produções.
Somente a Lek Produções é quem pode usar o nome do grupo e se apresentar com a música em shows e programas de TV. A decisão em segunda instância, assinada pela juíza Rosa Maria Cirigliano Maneschy, proíbe a empresa de Rômulo Costa de fazer show com o funkeiros e fixa uma multa de 100 mil reais por descumprimento.
Os réus (Furacão 2000) não podem fazer uso do nome MC Federado e Leleke's nem cantar a música que os lançou no mercado, Passinho do Volante por ser autoria e obra de terceiro", explica a juíza. A punição pode começar neste final de semana, quando está previsto para ir ao ar na TV Globo apresentações da formação do Furacão 2000 nos programas TV Xuxa e Esquenta.”(Fonte: veja.abril.com.br)
No meu tempo (assim dizia os mais velhos) música tinha letra. Agora onomatopéias viram sucesso e estouram (antes nas hit parades) agora na internet. Quando surgiram no final da década de setenta, início dos anos oitenta, o estilo brega e por conseqüência, as músicas com letras com duplo sentido, foram muito criticadas pelos entendidos no assunto. Confesso que entre uma “Seu cuca é eu” do Trio Parada Dura, e Há! Le Lek, lek, lek, lek! Sinceramente prefiro “Seu cuca é eu”
“Fui convidado pra ir numa festa
Em um salão lá no inteiro
O sanfoneiro era o seu cuca
Pra tocar no baile do trabalhador
A meia noite o salão lotado
E o seu cuca não apareceu
Aquela gente foi me cercando
Todo mundo achando que seu cuca é eu
Chamei o segurança, ninguém atendeu
Todo mundo achando que seu é eu
Onde esta seu cuca, onde se escondeu
Achem esse homem
Que essa gente pensa que eu cuca é eu.”
Por falar em Seu Cuca, meu amigo Jorge Santana “Jorge Cara de Ralo”, contou-nos esta semana, em plena via pública, a mim e a Malta Neto, um fato ocorrido com o saudoso Cuca, vigia do Banco do Brasil e Benga. Essas duas figuras impolutas, frequentavam individualmente, um cabaré existente no início da rua de Zé Quirino, na década de oitenta. Certa ocasião Benga se encontrava sentado a uma das mesas do bordel, na companhia de algumas “mariposas” inclusive uma delas, mantinha um relacionamento estável com Cuca. Nisso chega Cuca que dá boa noite a todos, e fica “num pé e noutro”, pra dentro e pra fora. Foi ao banheiro, e na volta, deu um jeito de enfiar um bilhete no bolso de Benga, que de imediato leu, dizia:
-“Caro amigo Benga. Não fique com essa mulher, ela está doente.”
Benga malandro velho riu. E procurando o autor do bilhete, respondeu:
-Ah! Cuca agora não tem jeito! Já fiquei com ela antes de ontem, ontem e hoje!
Fabio Campos 13.04.2013 Conto inédito no fabiosoarescampos.blogspot.com "FAN FON PEN"
Meus amigos reais acabaram tornando-se virtuais. Antes assim, do que nunca terem sido amigos de verdade. Isso porque a internet tem transformado o mundo real, em mundo irreal, ou mundo surreal. Roberval Nóia, João TNA, João do Mato, professor Marcelo Fausto, estes santanenses natos, alguns residindo aqui em Santana mesmo, outros nos mais longínquos rincões, mantém nosso e-mail abastecido de mensagens das mais inusitadas possíveis.
Enquanto vamos embrenhando-nos pelas veredas espinhosas e sinuosas da internet. Encontrando nas esquinas da vida com notícias que vão remodelando a cara do mundo. Estilista masculino chegando ao Brasil com o “namorado”; a cantora Daniela Mercury assumindo um relacionamento lésbico; Outra cantora beijando outra na boca depois do show.
Na contramão desse tema aparece o deputado Feliciano (PSC-SP) vejam matéria do blog do Ismael.com.br: “O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, divulgou um vídeo, nesta segunda-feira (18), em que faz pesados ataques a ativistas do movimento gay.
O presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais),Toni Reis, e o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) são os alvos preferenciais no vídeo de quase nove minutos.
O material “promocional” de Feliciano também utiliza imagens de um quiproquó, ocorrido em 14 de janeiro deste ano, em Curitiba, quando gays e militantes fascistas da TFT (Tradição, Família e Propriedade) se enfretaram nas ruas da capital paranaense (...) Pastor da igreja Assembleia de Deus, o deputado Feliciano causou polêmica em 2011, quando publicou declarações polêmicas em seu Twitter sobre africanos e homossexuais."
João do Mato, obrigado pela a mensagem hilária sobre o “Dirran” vejam o resumo:
“(baseado em fatos verídicos)
Há alguns anos, quando o Clube Atlético Potengi ainda jogava no Machadão contra o Potyguar de Currais Novos, na 2ª divisão do Campeonato do Rio Grande do Norte, um jogador atleticano se destacava fazendo dribles desconcertantes, lançamentos perfeitos e fazendo gol. O narrador da Rádio Poti não cansava de gritar: -Vai Dirran! Vai Dirran!
Vendo aquele sucesso todo do jogador atleticano, um jovem repórter da Rádio Poti foi fazer uma entrevista com o craque na beira do gramado e foi logo perguntando:
"Dirran, você tem parentes na França? Esse seu nome é de descendência francesa?"
O jogador, olhando espantado para o repórter, respondeu:
"Não sinhô, meu apelido é Cú de Rã porque eu sou baixim, mas como num pode falar na rádio... então, eles abreveia !”
Sobre os relacionamentos boiolísticos também temos uma piada:
“Um gay foi viajar de avião com seu bofe e no meio da viagem, revelou pro gajo que tinha um sonho, transar com seu “Love” em pleno vôo.
Foi tentado a desistir pois os demais passageiros descobririam. Ao que ele retrucou:
-Que nada! Tá todo mundo dormindo. Quer ver?
E pediu:
-Alguém tem um cigarro aí?...
Silêncio total. Então acabaram transando.
A aeromoça andando pelo corredor encontrou um velhinho tremendo de frio.
-Meu senhor porque não pediu um lençol!
-Que nada! Um rapaz ali pediu um cigarro e foi “enrrabado”!
Fabio Campos 08.04.2013 Breve Conto inédito no fabiosoarescampos blogspot.com "Um Par de Oxford Preto e Branco"
Andam dizendo por aí, em especial num certo site de relacionamento, que anda “bombando” nos meios sociais, que o primeiro de abril devia ser instituído o “Dia do Homem”. Isso pra combinar com o “Dia da Mentira”. Tudo pelas conveniências. Outro comentou, nada disso, se tem um dia que devia ser considerado o “Dia do Homem” este dia seria, primeiro de novembro “Dia de todos os Santos”
Agora, que gostamos de feriados isso é verdade. Afinal isso vem de muito longe, desde a miscigenação, temos sangue indígena correndo nas veias. Índio gosta mesmo é de passear na floresta, caçar é seu esporte, apreciar a natureza, tomar banho e fazer amor. Trabalho é coisa de burguês, trabalho é invenção do cão, ninguém nunca ouviu dizer que alguém tenha ficado rico, apenas trabalhando!
A cultura, e o folclore já consagrou, através de ditos populares, bem interessantes, nos para-lamas de caminhões: “Quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro”;“Moro na estrada e passeio em casa”; “Se morrer for descanso prefiro viver cansado”. O princípio Marxista advindo do capitalismo procurou incutir na mente do homem civilizado: “Tempo é ouro”; “O trabalho dignifica o homem”. Ora meu caro, na Grécia antiga só quem trabalhava eram os escravos, a peble, a ralé! A nobreza vivia no bem bom, “Sem dar um prego numa barra de sabão!”!
Uma gramática da Língua Portuguesa (2ª Edição 2003- De Emília Amaral, e outros autores) traz na página 593, um texto bastante interessante sobre argumentos que circulam nos meios sociais, que trazem mentiras deslavadas, traduzidas não em verdades, mas em sofismas. Queremos compartilhar com vocês:
“VOCÊ ACHA QUE TRABALHA DEMAIS?
O Ano tem...................................365 dias;
Lavatório, papinho e..........................10 dias
Sobram..............000 dias;
Encontrei “O tempo” de Luís Fernando Veríssimo “ Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio.. E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir o diabetes. Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo. Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.O benefício adicional é que, se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.(...)(Fonte: BoasPiadas.blogspot.com)”
Até o almanaque SADOL, traz charadas inclusive sobre o tempo, que se nada de engraçado trazem pelo menos distraem:
“ Sabe o que o assassino faz quando está preso? Mata o tempo!”
Fabio Campos 02.04.2013 Visite nosso blog fabiosoarescampos.blogspot.com Conto inédito Breve!
Por mais de uma ocasião em minha vida, fiz o papel de Pilatos, algumas vezes encenação, noutras, literalmente. Quando Secretário Municipal de Agricultura, em Senador Rui Palmeira - AL (1998-2004), formamos, junto a comunidade católica, e a juventude, um grupo que encenava a “Paixão de Cristo”. Em plena sexta-feira Santa íamos pelas principais artérias da cidade. Francisco Soares fazia a locução, e o saudoso Adeilson Dantas, filmava e produzia. A peça culminava com o ato da Crucificação, na periferia. E eu lá, no papel daquele que lavara as mãos diante do tribunal, a qual submeteu Jesus Cristo a julgamento.
Está no evangelho de S. Lucas cap. 18,45;19,42:
“Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: -Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação.
Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinho e o manto de púrpura.(...) Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram:
-Crucifica-o! Crucifica-o!
Falou-lhes Pilatos:
-Tomai-o vós e crucificai-o, pois não acho nele culpa alguma.”
Mas, e aí, Pilatos cometeu contra Cristo, crime doloso ou culposo? “No crime doloso a pessoa efetua o ato com intenção de causar algum dano a outro indivíduo (...) dolo significa má fé, ação praticada com a intenção de violar o direito alheio. Já o crime culposo, o agente do ato não teve a intenção de praticar o mal, o crime, mas mesmo assim obteve o resultado. A pena para um crime culposo é bem menor do que a de um crime doloso(...) (Fonte: Guiasdicasgratis.com).
Passamos a contar uma história (verídica) de uma encenação da Paixão de Cristo, ocorrida em plena sexta-feira Santa, num circo, na periferia de Arapiraca.(Fonte: João do Mato por E-mail).
“O elenco foi escolhido dentre os moradores locais. No papel principal, de Jesus Cristo, colocaram o cara mais “gato” do pedaço. Houveram vários ensaios, e às vésperas do evento, o dono do circo descobriu que “Jesus” estava de caso com sua mulher. Furioso, o corno deu-se conta que não podia fazer escândalo, pois corria o risco de perder todo o trabalho de montar a peça. Pensou, pensou...E teve uma ideia.
No dia da encenação anunciou que iria participar, no papel de um dos centuriões que açoitavam Jesus. Mesmo diante dos protestos do elenco, não se intimidou, e argumentou que nem precisara ensaiar, afinal o centurião que ia fazer, não falava nada! E eis que chegou o dia: Jesus carregando a cruz, e o centurião começou a dar-lhe chicotadas, só que de verdade! Jesus reclamou, em voz baixa. O centurião contra argumentou:
-É pra dar mais veracidade a cena!
E toma chicotada. Lept! Lept! O chicote comendo solto no lombo do infeliz. Até que “Jesus” que já reclamara bastante, enfureceu-se de vez. Largou a cruz no chão! Puxou uma faca peixeira e partiu pra cima do centurião:
-Vem desgraçado! Vem que eu vou te ensinar a não bater num homem indefeso!
Resultado: O centurião correndo, “Jesus” correndo com uma peixeira atrás, e a platéia em delírio, gritava:
-Fura ele “Jesus” aqui é Alagoas não é Jerusalém!”
Fabio Campos 30.03.2013 No Blog fabiosoarescampos.blospot.com o Conto: “PÁSCOA!”
A Escola Estadual Mileno Ferreira, atrelou ao início desta semana santa, uma jornada pedagógica . Mas afinal o que é uma jornada pedagógica? A coordenação tratou de trazer à pauta, o significado real do evento: “Jornada Pedagógica é um espaço de trabalho coletivo em que os educadores e educadoras dialogam sobre as práticas cotidianas da escola e realizam o planejamento do ano letivo com base nos Parâmetros Curriculares e nas diretrizes da Secretarias de Educação, a qual a escola esteja vinculada”.
De onde vem mesmo a palavra Jornada? Vem do Latim, jorn, jorno - diurno – caminho que se anda num dia; viagem; trabalho de um dia; salário de um dia =jorna; Bom dia em italiano Buon Giorno! (Fonte: dicionário Priberam). Com certeza daí vem a palavra jornal. Pedagógica por sua vez, vem do radical ped; ped(a) ou ped(o) = criança; pedagogo(a) aquele ou aquela que se especializou para cuidar e educar crianças (Fonte: idem,ibdem).
A jornada na escola, contou neste primeiro dia (26.03) com a presença da psicóloga Dra. Ana Paula, que proferiu palestra sobre autoestima. “Em psicologia, autoestima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau. – Fonte: Wikipédia.com.br”
Tem palavras que deixam dúvidas quanto ao gênero. Jornada, pedagógica, autoestima (que depois da reforma ortográfica não necessita mais de hífen), atitude, motivação são todas palavras do gênero feminino. No entanto estas outras aqui, deixam certa dúvida:
O Ápice ou A Ápice?
O Clã ou A Clã?
O Champanhe ou A Champanhe?
Ápice e Clã são substantivos masculinos, portanto só admitem ser antecedido pelo artigo masculino (o, os, um, uns, etc.). Champanhe é um vinho (originário da cidade de Champagne na França, esta sim, nome de cidade, admite o artigo feminino) portanto, também só admite o artigo masculino. Não existe “a” Champanhe.
Algumas hortaliças também são motivos de dúvidas quanto ao gênero. É só não misturar alho com bugalhos. Portanto diga: A alface, A couve-flor e O tomate! Certas doenças também polemizam o tema. A Dengue ou O Dengue; A Cólera ou O Cólera? Ora, meu caro nesses casos não há motivo pra dúvida: Se se tratar da doença é claro que admitirá somente a antecipação do artigo feminino. No caso seus agentes etiológicos (vetores, ou causadores do mal) “o” vírus, “o” vibrião, ou “o” mosquito, nesses casos admitir-se-á o artigo masculino = O!
“A palavra Cólera, em português é feminina, tanto exprime sentimento de ira, raiva, fúria, quanto designa a doença produzida pelo vibrião colérico. (...) Do grego Kholé bile, e do latim cholera, acreditava-se que o excesso de bile tornava a pessoa mal-humorada.
E enfezado! Você sabe o que significa? Cheio de fezes! Isso mesmo! Portanto a alguém enfezado não e hesite em recomendar:
-Vá à merda! Que é o mesmo que “Vá cagar!”
Pra encerrar duas historinha sobre interpretação de palavras:
Dois pescadores, numa noite fria, se aqueciam a uma fogueira. Um deles contou:
-Na minha terra é tão frio que lá, numa noite como esta cheguei a urinar cubinhos de gelo!
-Ah! Isso lá é frio! Frio é na minha terra! Noite de inverno a gente tem que esquentar as palavras, pra saber o que o outro falou.
Já meu amigo Tonho Neguinho lá de Senador Rui Palmeira, foi a capital. Entrou num restaurante pra almoçar com a família. Na hora da sobremesa, antes de servir doce, o garçon polidamente, fez-lhe a pergunta:
-O senhor é diabético?
-Não. Sou de Senador Rui Palmeira.
-O senhor não “morou” na jogada!
-Não. Morei em Olivença.
Fabio Campos 26.03.2013 No Blog fabiosoarescampos.blogspot.com o Conto: “Sanctus Dies Santis”
Sempre quis fazer uma crônica que falasse de cavalo. O problema é que não surgia a oportunidade. Ontem finalmente apareceu o ensejo. Então dediquemos estas linhas, a uma das mais belas, entre as espécies do reino animal, o Equus cabalus. Se escolhesse falar do quanto eles são citados no folclore brasileiro, muitas laudas dariam pra compor só com esse viés. Senão vejamos uma pequena mostra nos ditos populares: “A Cavalo dado não se olham os dentes.”; “Cavalo não desce escada.”; “Cavalo encilhado não passa duas vezes.”; “Quem muito fala dá bom dia a Cavalo.”
O primo pobre do cavalo, o Equus asinus, popularmente chamado de asno, jerico, jegue, jumento. Ocasionalmente, digam-se de passagem, inadequadamente chamado de burro! Também dá ainda mais pano pras mangas: “Se amarra o Burro onde o dono manda.”; “Burro que geme, carga não teme.”; “Vozes de Burro não chegam ao céu.”; “Quando um Burro fala os demais musgam as orelhas.”
Com certeza não poderíamos deixar de citar os cavalos mais famosos da história. Digitei no “cavalos famosos na história” Google.com.br, e encontrei um cara que se assina com o pseudônimo de “Químico”, ele disse:
“Tem uns bons “Incitatus” era o cavalo de Calígula, o Cesar de Roma. Ele (o cavalo) tinha status de Senador e Calígula havia proposto sua nomeação como cônsul(...). Um dos famosos cavalos de Napoleão se chamava “Blanc” (Branco), mas ele não era branco e sim alazão (castanho avermelhado claro). Daí vem aquela perguntinha marota “qual é a cor do cavalo Branco de Napoleão?” Então, Branco ( com B maiúsculo porque era nome e não cor) era alazão. Um outro cavalo famoso de Napoleão chamado “Vizir”(...) aparece no retrato célebre enquanto da sua retirada da Sibéria. Bucéfalo foi o cavalo de Alexandre “O Grande”. Conta a história que o bicho conseguiu levar Alexandre até a Índia e voltar a Macedônia.”
O que fez-me utilizar o cavalo como tema de minha crônica, foi ouvir a minha filha Monaly, comentar que um professor universitário, postou em sua página no facebook que tinha como cargo, função ou profissão: “Tangedor de Burro”.
Meu colega Aleilson, estudante universitário do curso de Biologia (Uneal – Pibid) mandou-me por E-mail esta fábula que reflete bem a situação do nosso professor que postou mensagem no facebook:
“O Cavalo e o Burro
O cavalo e o burro seguiam juntos para a cidade. O cavalo contente da vida, folgando com uma carga de quatro arrobas apenas, e o burro — coitado! gemendo sob o peso de oito. Em certo ponto, o burro parou e disse:
– Não posso mais! Esta carga excede às minhas forças e o remédio é repartirmos o peso igualmente, seis arrobas para cada um.
O cavalo deu um pinote e relinchou uma gargalhada.
– Ingênuo! Quer então que eu arque com seis arrobas quando posso tão bem continuar com as quatro? Tenho cara de tolo?
O burro gemeu:
– Egoísta, Lembre-se que se eu morrer você terá que seguir com a carga de quatro arrobas e mais a minha.O cavalo pilheriou de novo e a coisa ficou por isso. Logo adiante, porém, o burro tropica, vem ao chão e rebenta.Chegam os tropeiros, maldizem a sorte e sem demora arrumam com as oito arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta. E como o cavalo refuga, dão-lhe de chicote em cima, sem dó nem piedade.
– Bem feito! exclamou o papagaio. Quem mandou ser mais burro que o pobre burro e não compreender que o verdadeiro egoísmo era aliviá-lo da carga em excesso? Tome! Gema dobrado agora…
Autor: Monteiro Lobato”
Também vem à calhar para esta ocasião, caro professor Universitário?! Uma piada que contei noutra crônica:
“O professor querendo ser irônico, diante de sua turma questionou:
-Quem for burro! Por favor queira ficar de pé!
Joãozinho, somente ele colocou-se de pé. Então o mestre sarcástico indagou-lhe:
-Então Joãozinho! Você é o único burro dessa turma?
-Não professor, é que eu vi o senhor sozinho aí. Fiquei com pena, e pra lhe ser solidário, né?...”
Fabio Campos 20.03.2013 Breve no fabiosoarescampos.blogspot.com o Conto: “A Maldição do 13”
O assunto da semana foi mesmo a eleição do novo papa. A escolha do missionário, o sumo pontífice, que conduzirá os destinos da igreja católica nos próximos anos. O conclave teve início na última terça-feira, e lotou de fiéis a Praça de São Pedro em Roma. Havia também ativistas políticos, repórter do mundo inteiro, dissidentes, manifestantes contrário ao evento. Os nomes de alguns cardeais eram mais cotados que outros, no entanto, o papa eleito foi considerado pela imprensa um nome inesperado.
No popular “deu zebra!”. Sinceramente, misturar uma eleição papal com futebol, só sendo coisa de argentino: os jornais dos “hermanos” compararam Sua Santidade com Messi, Maradona e Pelé! Aqui no nordeste, existe um ditado antigo que o sertanejo, costuma usar nos casos onde o resultado dá algo inesperado. É comum dizer:
“Fizeram um cálculo e deu um calculo!”
A palavra cálculo, do Latim Calculus,significa pequena pedra; pedra na bexiga; solução de problemas numéricos; avaliação; concreção que se cria na bexiga, nos rins, no fígado. (Fonte: DicionárioPriberam.com.br). O termo foi parar nos livros de álgebra e matemática porque os primeiros homens a fazer cálculos utilizavam justamente pequenas pedrinhas para realização de suas operações numéricas.
O “calculo” na verdade é uma corruptela da palavra cálculo, um vício de linguagem (desvio de linguagem) tolerável na interlíngua matuta pra significar um calombo. O matuto costuma cometer outros tantos desslizes na hora de pronunciar outras palavras:
CERTO – Errado
PRATELEIRA (móvel onde se colocam pratos) – Parteleira
CARNÊ( do francês; carnet = talão) – Carneirinho
PÍLULA (comprimido; anticoncepcional) – Píula
RODILHA (Touceira, pedaço de pano pra cabeça) – Rudia
NÍQUEL (Moeda) – Nica
AL-CATS-SETZER (um antiácido antigo, em comprimidos)- Caxéte
O nome deste medicamento, a cima, é um “chute”, infelizmente pesquisamos e não encontramos. Muito embora, lembro que meus amigos João do Mato e Marcelo Fausto, postaram-me um E-mail o qual falava sobre nomes de medicamentos antigos. A propósito encontramos estes aqui:
CAGOL; BENGAY; OMEPRAMIM; TAMOFÚ; VIADIL com o seguinte slogan: “Quem toma, toma!”; DECUPRAMIM; FICABONZIN; ESQUECIL “Bom pra memória”; CU “Spray Nasal!”; SEMANCOL (Deve ser indicado pros pelegos de plantão!); BUSCOPAN “O remédio que vai na padaria pra você!”
Na Praça da Bandeira, do tempo dos maloqueiros feito Rosival Sobreira e Agnaldo “Estives”, dois medicamentos eram a sensação do momento: FIMATOSAN E CALCIGENOL, que foram prontamente “rebatizados”, se alguém aparecia doente, eles recomendavam:
-Tome CHIBATOZAN, NOCUGENOL!
Fabio Campos 16.03.2013 No Fabiosoarescampos.blogspot.com Conto que já é Record de acessos: “Esquizofrenia – Chopin 5”
E lá vamos nós dando novos vôos rasantes por sobre as peripécias da língua. Na Escola Municipal da Educação Básica Senhora Santana, onde trabalhamos, estamos tendo uma orientação de como trabalhar em sala de aula com educandos especiais, pois já faz parte de nossa realidade. Ano passado estivemos participando de um treinamento em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais).
Interessante que na língua de sinais, assim como na língua verbal (falada e escrita) existem palavras parecidas, mas com significados diferentes, existem também determinados sinais muito parecidos com significados adversos. Por exemplo, pedir uma caneta esferográfica emprestado, pode ser confundido com fazer sexo oral. Já vimos comerciais de TV, que abordam a temática, em que pessoas passam por situações constrangedoras por não dominarem o mínimo de um idioma e se inventam de improvisar. Há até um termo para designar aqueles que “arranham” o idioma espanhol e misturam com o português é o “Portunhol” ou “Portanhol” (uma interlíngua, que mistura termos do português com termos do Castelhano e Espanhol) o Portunhês uma variante que mistura português com inglês. Eis um exemplo clássico de portunhol:
“Olha me dá um buelo!”
“Mira dame uma torta!” (Castelhano)(Fonte: wikipedia.com.br)
Nós, os lusófonos, temos uma tendência de achar, que basta tirar o “o” e acrescentar, as letras “ue” no meio de determinados termos que “vira” espanhol: Bolo = Buelo (ê); Copo = Cuepo (ê) ; etc.
Aqui na internet, digitamos “portunhol” e surgiu um monte de sites especializados. Eis alguns termos em castelhano que diferem totalmente de nossa língua, na escrita, e na pronúncia:
CASTELHANO - PORTUGUÊS
Despido – Demitido
Embarazada – Grávida
Largo – Comprido
Vaso – Copo
Polvo – Pó
Estofado – Refogado
Exquisito – Saboroso
Apelido – Sobrenome
Língua tem suas variantes como o castelhano, dentro da língua espanhola, é uma sub-língua. Sub-linguares diferem de sotaques que são trejeitos, no modo de falar. O jeito do gaúcho, difere do modo do nordestino de falar. No nordeste por sua vez, ocorre também os vício de linguagem (desvios da língua formal e informal) e pra ilustrar isso, contamos aquela velha piada do barbeiro que ao terminar o serviço perguntou ao cliente:
“Qué áico, táico ou qué que mui?”
Que traduzimos. Na verdade o barbeiro queria saber a assepsia pós-barba, como devia fazer:
“Quer que eu coloque: Álcool, talco ou quer que molhe?”
Fabio Campos 11.03.2013 Breve no fabiosoarescampos.blogspot.com o Conto “Esquizofrenia – Choppin”
A Justiça de Santa Catarina condenou uma empresa a pagar R$ 664 de indenização a uma moradora de Florianópolis que teve o aparelho de ar-condicionado queimado após contato com uma lagartixa, que entrou no compartimento do motor do equipamento. De acordo com a decisão, "uma lagartixa tem todo o direito de circular pelas paredes externas das casas à cata de mosquitos e outros pequenos insetos que constituem sua dieta alimentar". (Fonte: G1.com.br)
Pegando carona na reportagem, vamos vasculhar um pouco, o nome deste réptil, tão familiar especialmente entre nós sertanejos, nordestinos. Lagartixa s. f. vem do espanhol lagartija. (Zoologia) incetívoro; trepador. É uma parente próxima do lagarto do latim Lacertus. réptil sáurio, de cabeça oval, corpo quase cilíndrico, muito ágil e de muita utilidade para a agricultura, por se alimentar de insetos; Sardão; Polpa da perna e do antebraço; Aparelho com que se apertam as rolhas de cortiça. (Fonte: Dicionário Priberam.com.br)
A propósito, não existe largatixa. Com cerca de 5000 espécies catalogadas, espalhadas pelos cinco continentes do mundo, os lagartos são répteis, da sub-ordem Lacertilia. Na sua maioria insetívoros e herbívoros, vivíparos, escamados. Existem espécies de apenas alguns centímetros como a Catenga e a “Briba”, até 3 metros de comprimento, como o Dragão de Komodo (Ásia). “Briba” é uma corruptela da palavra víbora.
A Catenga tem uma característica interessante: “balançar” a cabeça frequentemente quando estar ao sol. Este ato está associado à dissipação do calor. O que propiciou a criação da expressão: Parlamentar “Catenga”, uma referência àqueles que só balançam a cabeça quando estão nas assembléias.
Duas outras palavras tão amplamente em voga, trazemos à baila: Laico e Conclave. Abriu-se recentemente, uma ampla discussão nos meios sociais (reais e virtuais), se o Estado seria ou não Laico. A palavra laico, do grego laikós, refere-se a tudo aquilo que não tem a ingerência de uma, ou várias religiões. Com um calendário civil regido por feriados religiosos é uma falácia pensarmos num estado não laico.
Conclave, são as assembléias entre cardeais para eleger um novo papa. A palavra vem do latim, clave: chave: votação fechada a sete chaves, “com claves”.
E pra encerrar um pouco de fábula:
“Um lagarto e uma lagartixa iam de mãos dadas atravessando a rua. Ele, um lagarto, moreno, alto, de olhos azuis. Ela também, muito bonita, e tinha um lindo rabo enorme!
Quando estavam quase chegando à calçada, ele percebe a roda de uma bicicleta, que vem em sua direção, vai passar em cima do rabo da namorada. Ele então a empurra, e consegue salvá-la, porém a roda passa por cima de sua cabeça, e ele morre.
Moral da história: Por causa de um bom rabo, muitas vezes se perde a cabeça.
Fabio Campos 06.032013 No blog fabiosoarescampos.blogsdpot.com o Conto: ESMERALDA
PERFIL
Fábio Campos
Fábio Campos - Bacharel em Zootecnia pela UNEAL,acadêmico do curso de Licenciatura em Biologia, poeta e professor.