Nunca se falou tanto na “pacata” cidadezinha do interior, São José da Tapera. Pelo nome Tapera pode até soar de forma pejorativa, mas quem a conhece sabe do seu valor, da sua paixão por este lugar acolhedor e gente de bem.
A cinquentenária que vive no atraso espera pela sonhada evolução. Uma independência industrial é almejada que, talvez, pode nunca chegar e por isso, os encabrestados pelo poder seguem amarrados feito burros em cordas curtas para se ter um alto controle do seus passos, de seu destino.
Como ser livre em São José da Tapera se um regime político a destrói? São gerações de “malfeitores” desde a época do coronelismo que com sangue derramado venceu as suas batalhas. O Judas que com um “beijo” junta-se aos amigos de seus inimigos em troca de “míseras” moedas, é a herança viva da corrupção. As lágrimas já não escorrem mais diante das notas que em mãos descaliçadas são contadas uma a uma, entre milhões.
A sede pela ganância habita em seres de mente diabólica que, no dia a dia, seguem usurpando dos homens e mulheres de bem, e jovens alienados as suas expectativas de vida. É como se não pudessem voar mais um pouco na direção que lhe convém.
De forma fraudulenta, os governantes roubam a nossa gente em golpes de estelionatários, agiotas e laranjas de sobrenome de peso. São “soldados armados até os dentes” que acompanham e obedecem às ordens para se tornarem filhos da corrupção em um império de reis que se reversam entre o poder e a submissão, alimentando as migalhas dos que tentam inutilmente afrontá-los. O “Rei” temido do Sertão estende os seus punhos e alcança os mais distantes meios para ter em seu poder o controle total para que os “laranjas” não tema na hora de enfrentar os“leões” anualmente.
A colônia evoluiu desde o descobrimento do Brasil, quando se navegava em barcos de madeira. Nos tempos contemporâneos os homens do poder navegam de posse de navios luxuosos pela costa brasileira, onde se reúne uma quadrilha de aproveitadores que em banquetes gastam os dinheiros dessa terra sofrida.
Se não bastasse ter sido considerada em 1998 pela ONU( Organizações das Nações Unidas), como a cidade com o pior IDH do Brasil e índice de mortalidade infantil comparado ao de Serra Leoa, na África e ver um cidadão comendo palma que alimenta o gado, agora para a coleção mais uma “premiação”, o título de uma das cidades mais mal administrada do país. Estranhamente que a mesma é administrada por quem é formado em administração.
São estatísticas que comprovam as irregularidades deste município que assustam os moradores e simpatizantes. Os números poderiam dar orgulho se de certa forma fossem usados de forma positiva, para o bem comum destes cidadãos.
São milhões desviados dos cofres públicos desta mãe bondosa chamada de viúva. “Viúva que os corruptos querem governar e na calada da noite bater-te a porta, entrar e usurpar todo o seu “tesouro” escondido.
Por que és tão maltratada pelos seus governantes que tiram o seu sustento milionário, Taperinha? Quais as consequências que vós sofrereis desde os tempos em que os inimigos seguiam abraçados na multidão?
Por cometeres injúrias, difamação e corrupção, os estelionatários dos tempos contemporâneos deveriam estar atrás das grades por em nome de ti Taperinha, violar a Constituição.




